Primeiro ignoram-te, depois riem de ti, depois atacam-te e no fim tu vences. by Mahatma Gandhi

Introdução

“Primeiro ignoram-te, depois riem de ti, depois atacam-te e no fim tu vences” Mahatma Gandhi

"Quem tem seis asas e só voa com duas, sempre voa e canta. Quem tem duas asas e quer voar com seis, cansará logo e chorará"  Padre Antônio Vieira

Apresentação - Por Lázaro Moreira Cezar

Lembro-me de um conselho de Francisco Silveira Bueno, antigo catedrático de filologia portuguesa da Universidade de São Paulo que, num livro sobre dificuldades da língua, aconselhava os consulentes a lerem uma página de Antônio Vieira, por dia, a fim de amadurecerem no mister da reflexão filosófica. Vieira, além de grande pensador, sensibiliza os leitores, com a beleza de suas construções, para o uso estético da língua. Seus argumentos são fascinantes.

Numa outra estância da vida li, com um sentimento de crescente admiração, a autobiografia do Mahatma Gandhi. Foi uma experiência inesquecível. Através dos seus exemplos pude refletir, entre outras coisas, sobre a urgência de as pessoas se esforçarem para estabelecer coerência entre o que se entende por "bem" e os impulsos, instintivos ou não, que as levam a ação. No descompasso entre essas duas posições viceja grande parte dos conflitos humanos.

Ao ser incentivado por amigos para abrir o "blog", pensei nesses dois Grandes Mestres e avaliei o quanto ainda estou longe deles mas, mesmo assim, decidi me abrigar a sombra de suas influências benfazejas.

 

O Bom Vencedor – Por Lázaro Moreira Cezar

É com muita humildade, amor e respeito ao próximo que chegamos onde precisamos. A maledicência é ferramenta dos fracos. A mais autêntica vitória é a que conquistamos sobre nós mesmos. Lázaro Moreira Cezar

Princípio Inteligente – Por Lázaro Moreira Cezar

James Jeans, um físico notável, disse em certa ocasião que o universo se parece, cada vez mais, com um vasto pensamento. Alguns cientistas, mais recentemente, têm aventado a necessidade de se postular a existência de um "princípio inteligente" para justificar toda gama de fenômenos que nos cerca.

Há como que uma ordem subjacente aos aspectos mais caóticos da natureza. A hipótese de "acaso e necessidade", criada para justificar os fatos, está se tornando distante das cogitações humanas.

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Mesmo os materialistas admitem, por trás dos mecanismos naturais, um processo evolutivo enquanto os espiritualistas afirmam que a evolução é o resultado de um planejamento divino, ou de um esquema proveniente do "princípio inteligente".

O fato é que aceitar a evolução, tanto de um ponto de vista quanto do outro, é admitir a transitoriedade dos juízos que fazemos das coisas, dos fatos e das pessoas. Fazemos parte de um universo em constantes mudanças, no entanto nos comportamos como detentores de saberes absolutos.

Considerações Sobre O Pensamento - Por Lázaro Moreira Cezar

Muitas proposições relacionadas ao pensamento são enunciadas como jargões, sem nenhum conhecimento de causa.

"Quem bem pensa, bem atrai" é uma delas. No entanto, são afirmações, na maioria das vezes ricas de significados, provenientes de experiências adquiridas através dos tempos.

Aos poucos começa-se a perceber que o corpo físico é apenas parcela de uma estrutura mais complexa, da qual fazem parte campos de energia que servem de base para expressões de pensamentos e emoções, em variada gama de manifestações.

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São campos não percebidos pelos sentidos comuns, mas observados ao longo dos séculos, em diferentes lugares, por pessoas portadoras de alta percepção sensorial.

Sem o respaldo da replicabilidade orientada, exigida pela metodologia científica, muitas dessas observações começam, no entanto, a se ajustar ao quebra-cabeça em fase de montagem pela própria ciência.

Um Pouco Mais Sobre O Pensamento – Por Lázaro Moreira Cézar

A visão científica convencional postula que o pensamento é consequência de reações químicas puramente materiais, ocorridas no cérebro. Por outro lado, análises efetuadas com base nas observações obtidas por pessoas dotadas de percepção extrassensorial mostram a existência de agentes externos na ocorrência das operações mentais.

Esse embate é secular e muita gente argui se, para demonstrar o caráter transcendente do ato de pensar, não existem pesquisas distintas das que se fundamentam nas percepções dos chamados “sensitivos”.

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A argumentação de apoio para tal expectativa reside no fato de que o instrumento de pesquisa, nestes casos, é subjetivo e não permite inferências seguras, como as proporcionadas por meio do método científico.

Inúmeros estudos, que não apelam para o viés da paranormalidade humana, têm sido publicados. Esses estudos se aproximam bastante de teses defendidas pelos não materialistas.

Tolerância – Por Lázaro Moreira Cezar

J. Krishnamurti, filósofo e espiritualista indiano, diz no livro Aos pés do mestre (Pensamento: 1993) que no mundo existem apenas duas classes de indivíduos: os que possuem conhecimento e os que não o possuem. O conhecimento a que ele se refere é o conhecimento de que todos fazemos parte de um grande esquema de evolução cósmica.

Para os que se iniciam nas veredas desse conhecimento são sugeridas algumas rotas. Entre elas a do cultivo da tolerância. A tolerância brota como consequência natural da compreensão do processo evolutivo. Não é uma postura de conivência, nem tampouco a tentativa de eximir as pessoas das responsabilidades assumidas diante dos problemas da vida.

Grande Foco! Vida do Universo! Aqui estamos a irradiar pensamentos às Forças Superiores para que a luz se faça em nosso espírito, e tenhamos consciência de nossos erros, a fim de evitá-los e nos fortalecer para praticar o bem.
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O que mais caracteriza o ser tolerante é o fato de manter-se fiel às ideias que, em determinado momento, lhe parecem acertadas e não descartar as ideias alheias. É colocar-se nas diversas situações existenciais de modo a ver as coisas do ponto de vista dos outros e, a partir daí, ajudar e também aprender.

Sobre as Leis Naturais – Por Lázaro Moreira Cezar

A busca por um significado da vida remonta aos primitivos tempos da humanidade. De um lado, a busca pelo entendimento do fenômeno natural, em si; e de outro, a busca pela compreensão do propósito da existência.

De um modo geral, essas posturas delinearam, desde o início, os caminhos que iriam desembocar na ciência e na expressividade da transcendência sem fantasias. Apesar da distinção, as duas vertentes sempre tiveram pontos em comum.

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A visão mais simples era, como ainda o é, a de um mundo desenhado nos moldes da geometria euclidiana: um espaço tridimensional, servindo de palco para o desenrolar da vida. Os fenômenos que inicialmente foram atribuídos à vontade dos deuses, aos poucos passaram a ser compreendidos como resultados de leis naturais.

Superado o período das perplexidades e da subserviência a entidades divinais, os estudiosos acabaram por entender que as verdades fundamentais da natureza se apoiavam em estruturas de caráter matemático.

... E a Caravana Passa - Por Lázaro Moreira Cezar

Um antigo e bem-sucedido cronista social, diante das diatribes e críticas maledicentes dos seus oponentes, finalizava, com frequência, a sua coluna com o provérbio: Os cães ladram e a caravana passa.

O escritor espiritualista C. W. Leadbeater, no livro O lado oculto das coisas (São Paulo: Pensamento, s/d), diz que entre as causas mais comuns de infelicidade figuram o desejo, o desgosto, o medo e a ansiedade.

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Sabemos que o desejo se expressa de inúmeras maneiras, e que a face voltada para a filantropia e para os ideais construtivos, em geral, serve de pré-requisito para o aprimoramento humano. Porém, existe outro lado dirigido aos interesses egoístas e à dominação dos semelhantes: o lado da insaciável volúpia por posição, prestígio e poder.

Como excrescência dessa face cruel, emerge o sentimento amargo da inveja, cuja peçonha é capaz de manchar as mais puras configurações do pensamento criador, em favor do bem comum. Leadbeater, no livro citado anteriormente, afirma: